28 de março de 2026

CTERSA: Seleção de bolsistas para pesquisas do MCTI

 


Se você é pesquisador, docente ou discente de pós-graduação no Semiárido brasileiro e busca transformar sua ciência em solução de mercado, este artigo foi escrito para você. 

Como especialistas em oportunidades acadêmicas, analisamos detalhadamente a nova chamada do Programa Vértice, uma iniciativa estratégica do INSA (Instituto Nacional do Semiárido) e do CTERSA (Centro de Tecnologia em Energias Renováveis do Semiárido), com apoio da FINEP.

A busca por soluções em energias renováveis nunca foi tão latente. O Programa Vértice surge não apenas como um fomento, mas como um acelerador de "Lab-to-Market". Abaixo, os dados essenciais para sua organização:

Resumo Executivo

  • Vagas: Até 25 propostas selecionadas para capacitação; 10 selecionadas para aceleração final com bolsas.

  • Bolsa: R$ 3.000,00 mensais (Modalidade DTI-B) com duração de 12 meses para o discente indicado.

  • Público-Alvo: Docentes doutores vinculados a programas de Pós-Graduação e seus orientandos de Mestrado ou Doutorado.

  • Inscrições: Até 10 de maio de 2026.

  • Os projetos submetidos deverão estar alinhados a um dos cinco eixos estratégicos do CTERSA: 

  • energia solar; 

  • energia eólica; 
  • biomassa; 
  • biocombustíveis; 
  • hidrogênio de baixa emissão de carbono; 
  • outros. 
  •  Diferente de editais de fluxo contínuo puramente acadêmicos, aqui o foco recai sobre a viabilidade mercadológica e o nível de maturidade tecnológica (TRL).

    A banca costuma cobrar um domínio profundo não apenas do referencial teórico, mas da "dor" que a solução resolve no mercado real. Um ponto de atenção para os pesquisadores neste edital é a exigência de que a tecnologia seja uma Deep Tech legítima, ou seja, baseada em desafios científicos significativos e propriedade intelectual densa, conforme apurado pela equipe do Oportunidades Docentes.

    O processo é estruturado em um funil competitivo dividido em três fases:

    1. Fase 1 (Habilitação): Seleção das 25 melhores propostas baseadas em inovação e viabilidade.

    1. Fase 2 (Capacitação): Ciclo de mentorias onde restam 15 finalistas para o "Demo Day".

    1. Fase 3 (Aceleração): Apenas os 10 projetos com maior potencial de escala recebem a bolsa e o acompanhamento técnico.

    Diferente de concursos tradicionais com Prova de Títulos por pontos somatórios de certificados, a pontuação aqui é qualitativa e centrada na Capacidade da Equipe.

    • Docente Proponente: Deve obrigatoriamente possuir doutorado e estar vinculado a um programa de Pós-Graduação Stricto Sensu.

    • Discente Bolsista: Deve ser aluno de Mestrado ou Doutorado. A pontuação "Excelente" (5 pontos) é atribuída a equipes que combinam excelência acadêmica com histórico comprovado em projetos de PD&I, parcerias com empresas ou iniciativas empreendedoras prévias. Ter experiência prática em inovação contará mais do que apenas a quantidade de artigos publicados.

    Para se destacar na seleção, o candidato deve focar seu projeto e sua defesa (Pitch) nos seguintes eixos:

    • Maturidade Tecnológica (TRL): Entenda em qual nível seu projeto está (espera-se TRL 3 ou 4 para ingressar e desejo de atingir 6 ou 7).

    • Modelagem de Negócios: Estude ferramentas como o Business Model Canvas e entenda conceitos de escalabilidade e validação de mercado.

    • Propriedade Intelectual: Conheça os trâmites de patentes e registros de software, pois 50% da titularidade será partilhada com o INSA.

    • Eixos Temáticos do Semiárido: O foco deve ser em Biocombustíveis, Biomassa, Energia Solar, Eólica ou Hidrogênio Verde.

    As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até o dia 10 de maio de 2026 exclusivamente pelo Formulário Eletrônico oficial. Não deixe para a última hora, pois a plataforma não aceita envios posteriores e a documentação exigida (Anexos II e III, comprovantes de vínculo e Lattes) é rigorosa.


    Perguntas Frequentes

    Posso concorrer se a minha universidade for fora do Semiárido?

    Não. A instituição de vínculo (IES ou ICT) do proponente deve estar sediada em um dos 11 estados que integram o Semiárido brasileiro.

    O professor orientador também recebe bolsa?

    Não. A remuneração é exclusiva para o bolsista discente (R$ 3.000,00). O docente atua em regime de coordenação voluntária ou encargo acadêmico.

    Quantas propostas cada pesquisador pode enviar?

    Cada proponente (Docente) pode submeter até 03 propostas, desde que indique um discente distinto para cada uma delas.

    O que acontece se eu não puder participar dos workshops online?

    A participação nas atividades da Fase 2 é obrigatória. A ausência injustificada superior a 20% da carga horária resulta em desclassificação imediata do projeto.

    Baixe aqui o Edital Oficial e comece a preparar sua proposta hoje mesmo. Compartilhe este artigo com seu grupo de pesquisa e ajude a fortalecer a inovação no Semiárido.

    Fonte: Ascom

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