1ª Avaliação de História - 3ª Série do Ensino Médio: II Bimestre 2011




1- Entre as décadas de 1930 e 1950 é possível observar a emergência de regimes denominados populistas em diferentes países latino-americanos.
Sobre esses regimes na América Latina na primeira metade do século XX, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) paras as afirmativas falsas.
(   ) Regimes populistas, de forma geral, podem ser definidos como governos fortes e centralizados sob o domínio de líderes reformistas, ao mesmo tempo autoritários e carismáticos, com grande apoio popular.
(   ) Os principais representantes do populismo na America Latina na atualidades são Evo Morales, na Bolívia; Hugo Chavez, na Venezuela; e Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil.
 (   ) No Brasil, por meio de forte propaganda política, promoção de grandes cerimônias públicas e da instituição de uma legislação social, Getúlio Vargas conseguiu fazer com que a maioria dos trabalhadores urbanos o identificasse como defensor das causas sociais e dos interesses nacionais.
(   ) Os governos populistas da Argentina, do Brasil e do México investiram na reforma agrária em uma forte política de redistribuição de renda, iniciando um período de grande prosperidade e desenvolvimento social na América Latina.
Assinale a alternativa que contém a seqüência correta, de cima para baixo.
A)
F V F V
B)
V V F V
C)
V  V V F
D)
F F V V


2-  Durante o governo de Getúlio Vargas (1951-1954), a política econômica era marcadamente nacionalista. A adoção de uma política voltada para os interesses da nação determinou:

a) o choque com os interesses imperialistas, principalmente o norte-americano, já que os países capitalistas, durante a Guerra Fria, se agrupavam sob a direção e de acordo com os interesses dos Estados Unidos.
b) o estremecimento das relações entre Vargas e os EUA. Mas o presidente norte-americano, Eisenhower, viu-se impossibilitado de não conceder os empréstimos prometidos, para não perder um aliado na América.
c) a falência dos projetos ligados à criação de empresas estatais, que monopolizariam setores importantes da nossa economia, dada a falta de capital estrangeiro.
d) o afastamento, do governo, do movimento trabalhista, que criava obstáculos para a implantação do programa econômico.
e) a retomada de uma campanha liderada pelo próprio presidente, que denunciava a remessa de lucros para o exterior por parte das empresas nacionais.

3-  O segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) terminou com o suicídio do presidente. Contribuiu para a crise política desse governo:

a) o fechamento do Congresso, que acabou por unir, numa frente ampla, os defensores dos ideais democráticos.
b) o apoio do presidente aos políticos da UDN (União Democrática Nacional), favoráveis à organização de um golpe para mantê-lo no poder.
c) a política econômica adotada, de cunho nacionalista, da qual um dos marcos foi a criação da Petrobras, em 1953.
d) a série de convulsões sociais provocadas pela inflação, com movimentos grevistas organizados pelo Partido Comunista, então na legalidade.
e) a ruptura entre civis e militares, que culminou com o assassinato do político e jornalista Carlos Lacerda.

4-  Zuenir Ventura, em seu livro “Minhas memórias dos outros” (São Paulo: Planeta do Brasil, 2005), referindo-se ao fim da “Era Vargas” e ao suicídio do presidente em 1954, comenta: Quase como castigo do destino, dois anos depois eu iria trabalhar no jornal de Carlos Lacerda, o inimigo mortal de Vargas (e nunca esse adjetivo foi tão próprio). Diante daquele contexto histórico, muitos estudiosos acreditam que, com o suicídio, Getúlio Vargas atingiu não apenas a si mesmo, mas o coração de seus aliados e a mente de seus inimigos. A afirmação que aparece “entre parênteses” no comentário e uma conseqüência política que atingiu os inimigos de Vargas aparecem, respectivamente, em:

(A) a conspiração envolvendo o jornalista Carlos Lacerda é um dos elementos do desfecho trágico e o recuo da ação de políticos conservadores devido ao impacto da reação popular.
(B) a tentativa de assassinato sofrida pelo jornalista Carlos Lacerda por apoiar os assessores do presidente que discordavam de suas idéias e o avanço dos conservadores foi intensificado pela ação dos militares.
(C) o presidente sentiu-se impotente para atender a seus inimigos, como Carlos Lacerda, que o pressionavam contra a ditadura e os aliados do presidente teriam que aguardar mais uma década para concretizar a democracia progressista.
(D) o jornalista Carlos Lacerda foi responsável direto pela morte do presidente e este fato veio impedir definitivamente a ação de grupos conservadores.
(E) o presidente cometeu o suicído para garantir uma definitiva e dramática vitória contra seus acusadores e oferecendo a própria vida Vargas facilitou as estratégias de regimes autoritários no país.

5 - Sobre o período do Populismo (1945-1964), no Brasil, é correto afirmar:

a) caracterizou-se pelo estabelecimento de governos democrático-populares, independentes das pressões dos blocos liderados pelos EUA e URSS, no contexto da Guerra Fria
b) foi marcado pela consolidação do regime democrático no país, a partir do Governo Dutra, constituindo-se em experiência única na América Latina
c) caracterizou-se pela tentativa da conciliação do capital com o trabalho, enquanto política governamental, favorecendo a organização e o atrelamento dos sindicatos ao Estado
d) significou o predomínio dos civis na vida política brasileira, ainda que com a reclusão parcial dos militares aos quartéis
e) representou época marcada pela instabilidade política da República, com a deposição sucessiva de presidentes civis, entre os quais JK, Jânio e Jango

6 - O Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia) foi uma tentativa de planificação estatal da economia no governo Dutra. Pode-se afirmar que um dos fatores que condicionaram o relativo fracasso do plano foi a política econômica inicialmente adotada por aquele governo, a qual determinou

a) a elevação drástica das taxas inflacionárias, devido aos aumentos reais concedidos ao salário mínimo.
b) uma forte recessão, devido aos termos ortodoxos do acordo então firmado com o FMI.
c) graves dificuldades no setor exportador, devido à elevação de taxas protecionistas condenadas formalmente pelo GATT.
d) falhas no abastecimento interno de insumos industriais, devido ao cancelamento unilateral de acordos comerciais com os Estados Unidos.
e) o esgotamento das divisas internacionais do país, devido à abertura então praticada no setor das importações.

7- “O suicídio de Vargas não interrompeu um possível golpe udenista, tanto que Café Filho assumiu a Presidência da República e governou com um ministério conservador. A grande derrota da direita, aí sim, foi em outubro de 1955, quando Juscelino Kubitschek venceu as eleições presidenciais em aliança com João Goulart. A crise de 1961 acabou fortalecendo a democracia como valor fundamental da República.” VILLA, Marco Antonio. Jango. Um Perfil (1945-1964) São Paulo: Globo, 2004, p. 240
A partir dos vários episódios políticos relacionados pelo texto e de seus conhecimentos sobre o período 1945-1964, pode-se afirmar que a
a) disputa entre direita e esquerda se expressava no confronto que opunha militares e políticos da UDN (União Democrática Nacional) a partidários do PSD (Partido Social Democrático), as duas principais forças políticas da época.
b) morte de Getúlio Vargas, ao contrário do que a história oficial conta, foi provocada por uma ação conservadora de políticos ligados ao PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).
c) vitória eleitoral de Juscelino Kubitschek e João Goulart, políticos de esquerda, favoreceu a imediata realização do golpe militar de direita que impediu a posse de JK e depôs Goulart da Presidência em 1964.
d) renúncia de Jânio Quadros, em 1961, provocou uma profunda crise política e, apesar de tentativas golpistas, negociações políticas asseguraram o respeito à Constituição e a posse do Vice-Presidente João Goulart.
e) eleição presidencial de 1955 definiu o fim da influência varguista, dado o apoio que os sindicatos e as centrais operárias deram à candidatura de João Goulart à Presidência da República.




8-  Em 1961, num gesto inusitado para a vida político-diplomática brasileira, o presidente Jânio Quadros condecorou com a Ordem do Cruzeiro do Sul o ministro cubano e líder revolucionário Ernesto “Che” Guevara. Esse gesto do presidente deve ser interpretado como
a) uma tentativa, de cunho demagógico, de apresentar a política externa brasileira como “independente”, ou seja, livre do alinhamento forçado a um dos dois blocos de poder da Guerra Fria.
b) um recurso para forçar os EUA, através da diplomacia brasileira, a reconhecer a legitimidade da Revolução Cubana e abandonar seus propósitos de invasão da ilha caribenha.
c) uma medida para estreitar as relações diplomáticas entre os dois países a fim de propiciar um maior intercâmbio cultural e científico, visto que Cuba, após a Revolução, se havia desenvolvido notavelmente em áreas como saúde pública e educação.
d) uma atitude do executivo federal para fortalecer sua ligação com os partidos políticos de esquerda, que haviam constituído a base partidária da vitória na eleição presidencial daquele ano.
e) uma manifestação da simpatia que Jânio Quadros sempre tivera pelo comunismo revolucionário na América Latina, e que, então como presidente, podia transformar em orientação de sua política externa.

9-  Considere a seguinte definição de nacional-desenvolvimentismo:
(...) uma política econômica que tratava de combinar o Estado, a empresa privada nacional e o capital estrangeiro para promover o desenvolvimento, com ênfase na industrialização.
Bóris Fausto – História do Brasil, p. 427.
Analisando as políticas econômicas adotadas pelos governantes brasileiros no século XX, a expressão em questão seria mais bem empregada se aplicada a
a) Venceslau Brás (1914-1918).
b) Washington Luís (1926-1930).
c) Getúlio Vargas (1937-1945).
d) Juscelino Kubitschek (1956-1961) .
e) João Goulart (1961-1964).


10- Aproximadamente entre o fim do Estado Novo (1945) e início do Regime Militar (1964), um político (“rouba mas faz”) e um partido (“de bacharéis”) encarnaram no imaginário cívico paulista e brasileiro duas atitudes opostas: a ausência e a exacerbação de moralismo, ou de ética,
na política. Trata-se, respectivamente, de
a) Jânio Quadros e do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
b) Jango Goulart e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
c) Carlos Lacerda e do Partido Social Democrático (PSD).
d) Juscelino Kubitschek e do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
e) Ademar de Barros e da União Democrática Nacional (UDN).

11 - Nas campanhas eleitorais e mesmo em discursos, é bastante comum a referência, por parte de candidatos, de parlamentares e até de presidentes a Juscelino Kubitschek. Tal lembrança pode ser justificada pelo fato de que seu mandato (1956-1961)
a) caracterizou-se pela estabilidade política, graças à sua habilidade, à aproximação com os militares e à aliança UDN-PTB, que garantiu maioria no Congresso.
b) correspondeu aos anos dourados da economia, devido aos aumentos salariais, à redução da inflação, ao apoio do FMI e à implantação da indústria automobilística no Brasil.
c) atraiu o apoio da população rural, com a extensão da legislação trabalhista ao campo e com a proposta de reforma agrária, objetivo principal do Plano de Metas.
d) foi um período de otimismo, marcado por grandes obras, pelo crescimento do PIB e pela efervescência cultural, com o inicio da Bossa Nova e do Cinema Novo.
e) reatou relações diplomáticas com os países do bloco socialista e reconheceu o governo da República Popular da China, desenvolvendo uma política externa inovadora.


12- A inauguração de Brasília, depois de sua rápida construção durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956 – 1961), trouxe desdobramentos diversos para o país. Entre eles,
a) estímulo à navegação fluvial no Sul e saída de capitais estrangeiros.
b) incentivo à integração econômica nacional e aumento da inflação.
c) desenvolvimento das estradas de ferro no Centro-Sul e empobrecimento do Estado do Rio de Janeiro.
d) estímulo à organização dos sindicatos e crescimento do poder dos militares.
e) transformação do Centro-Oeste em área industrial e crescente endividamento externo.
13-  A partir de 1961, as Ligas Camponesas — formas de organização dos trabalhadores rurais — entraram em crise interna, devido a divergências entre suas lideranças. Uma defendia a adoção das teses da guerra de guerrilhas e a outra, representada por Francisco Julião e contrária a esta estratégia, tentou, sem sucesso, unificar novamente a direção do movimento. Com base nessa afirmação é possível dizer que, no decorrer dos anos 1960:
a) a organização dos movimentos sociais no campo foi aprimorada a partir da fundação de sindicatos rurais evangélicos.
b) os trabalhadores rurais brasileiros deram início a uma estratégia de ocupação em massa das grandes fazendas, por todo o Brasil.
c) os trabalhadores do campo foram vítimas do “perigo comunista”, dependendo do Golpe Militar de 1964 para libertá-los e reestruturá-los com base em acampamentos rurais;
d) os movimentos sociais no campo brasileiro passaram a ser conduzidos e orientados pela União Democrática Ruralista.
e) a organização dos trabalhadores rurais brasileiros passou a ser disputada por duas novas forças políticas: a Igreja e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

14- Sobre o governo de João Goulart (1961-1964), é possível afirmar que:
a) tomou medidas claras e definidas para a implantação do socialismo no Brasil.
b) propôs as chamadas “reformas de base” que pretendiam promover, entre outras, as reformas agrária e urbana.
c) fechou os olhos às lutas guerrilheiras que se implantavam em diversos pontos do Brasil.
d) foi antiimperialista, promovendo a ruptura das relações diplomáticas com os Estados Unidos.
e) tomou medidas drásticas contra os capitais externos, nacionalizando as empresas estrangeiras.

15 - Durante o governo do presidente João Goulart (1961-1964), o Estado brasileiro tentou implementar um extenso programa de reformas políticas e econômicas, conhecidas como “Reformas de Base”, as quais fracassaram devido à (ao):
a) Lei de Remessa de Lucros, que estimulou o envio de recursos financeiros de multinacionais instaladas no Brasil, às matrizes, no exterior.
b) oposição de expressivos grupos da sociedade brasileira, alarmados pela radicalização política de entidades ligadas aos trabalhadores.
c) reação ostensiva das ligas camponesas, principalmente no Sudeste, que promoveram uma campanha nacional, defendendo idéias desenvolvimentistas.
d) Plano Trienal, cujo sucesso levou importantes setores do empresariado brasileiro a considerarem inócuo o programa de reformas defendido pelo presidente da república.

16-  Ao longo dos governos Jânio Quadros e João Goulart, o Brasil buscou reorientar sua inserção internacional, pondo em prática a chamada Política Externa Independente. É correto afirmar que o objetivo norteador dessa política era
a) promover o estreitamento das relações econômicas e culturais com os países da África setentrional e do nordeste asiático.
b) estabelecer um espaço de liderança terceiro-mundista nas rodadas de negociação da Organização Mundial de Comércio.
c) acelerar o processo de negociações com a República Democrática Alemã para o desenvolvimento de um programa nuclear nacional.
d) romper a lógica de alinhamento incondicional aos EUA no contexto da Guerra Fria.
e) colocar o país na liderança militar de um sistema de defesa no Atlântico Sul, articulado à OTAN.

17- Em 31 de março de 1964, o general Mourão Filho, de Minas Gerais, iniciou um movimento de tropas em direção ao Estado da Guanabara. Em vários estados, movimentos militares eclodiram, apoiando Mourão. No dia seguinte, sem qualquer resistência do Governo de João Goulart, da população ou de militares legalistas, Jango foi deposto. A justificativa para a deposição de Jango pelos militares foi a seguinte:
a) Jango estava transformando o Brasil numa república sindicalista e comunista.
b) Jango estava realizando reformas que incomodavam os setores de exportação de mercadorias para Cuba e China.
c) Jango estava se desviando da Revolução Redentora, não querendo implantar a Reforma Agrária, aprovada pelo Congresso.
d) Jango havia realizado a reforma agrária desapropriando imensos latifúndios de empresas americanas, sem indenização alguma.
e) Jango não obedeceu a uma resolução do Supremo Tribunal Federal que regulamentava a Lei de Remessa de Lucros.
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