17 de outubro de 2010

Avaliação – história – 3º ano CCDES

Avaliação – história – 3º ano CCDES

01 - "Na presidência da República, em regime que atribui ampla autoridade e poder pessoal ao chefe de governo, o Sr. João Goulart constituir-se-á, sem dúvida alguma, no mais evidente incentivo a todos aqueles que desejam ver o país mergulhado no caos, na anarquia, na luta civil."

(Manifesto dos ministros militares à Nação, 29 ago. 1961.)

Este Manifesto revela que os militares:
a) estavam excluídos de qualquer poder no regime de democracia presidencial.
b) eram favoráveis à manutenção do regime democrático e parlamentarista.
c) justificavam uma possibilidade de intervenção armada em regime democrático.
d) apoiavam a interferência externa nas questões de política interna do país.
e) eram contrários ao regime socialista implantado pelo presidente em exercício.

02- "Foi então que estreou no teatro Municipal de São Paulo a peça clássica Elektra, tendo comparecido ao local alguns agentes do Dops para prender Sófocles, autor da peça e acusado de subversão, mas já falecido em 406 a. C. A minissaia era lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o delegado de costumes declarava aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin, caso aparecesse na capital mineira. [...] Toda essa cocorocada iria influenciar um deputado estadual de lá
[...] que fez discurso na câmara sobre o tema: ‘Ninguém levantará a saia da mulher mineira’".
(HOLLANDA, Heloísa Buarque de; GONÇALVES, Marcos Augusto. Cultura e participação política nos anos 60. São Paulo, Brasiliense, 1999.)
Esses trechos, retirados do livro de Stanislaw Ponte Preta, FEBEAPÁ - Festival de besteiras que assola o país, satirizam uma situação que se tornou comum no
Brasil, no pós- 1964. Essa situação está corretamente apontada na aliança entre:
a) Estado, setores das Igrejas e das classes médias, pelo ufanismo patriótico e controle da opinião.
b) intelectuais e consumidores, pela defesa dos valores da pátria e contra a alienação cultural.
c) militantes de esquerda e igreja católica, contra o processo de modernização e a "bolchevização" do país.
d) classe artística e universidades públicas, pela moralidade e desenvolvimento de atividades culturais.
e) movimentos sociais e militares preocupados com a “sovietização” do país.

03-
"Meu Brasil...
que sonha com a volta do irmão do Henfil
com tanta gente que partiu num rabo de foguete
chora a nossa pátria mãe gentil
choram Marias e Clarices no solo do Brasil".
("O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc)

I. O verso "com tanta gente que partiu num rabo de foguete" expressa o clima vivido na época do regime militar (1964-1985), em que pessoas foram exiladas do país.
II. O verso "que sonha com a volta do irmão do Henfil" refere-se à esperança existente no Brasil em relação à anistia política.
III. O verso "chora a nossa pátria mãe gentil" faz alusão à política repressora que prendeu, torturou e assassinou pessoas que criticavam a ditadura militar.

A análise do texto e das afirmativas permite concluir que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) l.

b) II.

c) III.

d) l e II.

e) l, II e III.

04- Leia, com atenção, o depoimento do general Bandeira a respeito da participação dos militares na política brasileira: "No movimento de 1964, a ideologia política foi puramente a de preservar o regime democrático. Essa foi a grande mola que conduziu o movimento".
(D'ARAÚJO, Maria Celina et al. Visões do golpe: a memória militar sobre 1964. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.)
Considerando a tendência interpretativa da História, na atualidade, é correto afirmar que:
a) a real compreensão da situação política nacional fundamenta-se na objetividade do conhecimento histórico, isento de intencionalidade política.
b) a interpretação do referido militar é inaceitável, pois no estudo da história torna-se imprescindível um maior distanciamento cronológico entre o depoente e a realidade estudada.
c) a renovação metodológica, decorrente da valorização da história oral no Brasil, propiciou um novo entendimento a respeito da visão democrática dos militares.
d) a marca da objetividade, nos estudos históricos, com prova a validade da opinião apresentada, evitando uma versão partidária da história.
e) o testemunho apresentado, mesmo considerando a realidade política brasileira, vivida a partir de 1964, comprova a presença da subjetividade na interpretação histórica.

05- Frases como "Ninguém segura este país, Ame-o ou deixe-o, o Brasil é feito por nós", veiculadas através de cartazes, adesivos e documentários de televisão e cinema e o uso político da marchinha Pra frente, Brasil, que marcou a conquista do tricampeonato mundial de futebol pelo Brasil, expressam:
a) euforia nacional pelas conquistas democráticas, asseguradas pela Constituição de 1967.
b) incentivo à abertura política democrática, que levou à anistia de presos e exilados políticos.
c) comemoração nacionalista pela vitória dos países Aliados na Segunda Guerra Mundial.
d) campanha de integração nacional da ditadura militar, no chamado "milagre econômico".
e) mobilização dos meios de comunicação, para comemorar a inauguração de Brasília.

06- Embora a tendência a um contínuo fechamento político já estivesse presente nas ações governamentais desde o golpe militar de 1964, que acontecimento foi usado como argumento legitimador para a adoção do Ato Institucional Nº 5, em 1968:
a) o discurso do deputado Márcio Moreira Alves no Congresso Nacional, criticando o Regime Militar.
b) a marcha da "Família com Deus Pela Liberdade", que reuniu milhares de pessoas em São Paulo.
c) a realização, na clandestinidade, do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibiúna.
d) o discurso a favor das Ligas camponesas e da reforma agrária feito por Francisco Julião na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.
e) o seqüestro do embaixador norte-americano por grupos de militantes que participavam da esquerda armada.

07- Durante o regime militar (1964-1985), os governos decretaram vários atos institucionais, o que permitiu o aparecimento de um processo crescente de arbitrariedade, autoritarismo e desrespeito aos direitos humanos. Em relação a esse regime podemos afirmar que:
a) os atos institucionais foram os instrumentos legais que o regime militar teve em mãos para garantir a ordem política democrática.
b) nesse período de regime militar, em que vigoraram os atos institucionais, o Congresso Nacional funcionou plenamente, e os atos de corrupção parlamentar
foram punidos.
c) a opção por um regime militar simbolizou o caminho escolhido pelas elites políticas, aliadas a interesses internacionais, para enfrentarem a crise social, política e econômica, face à crescente organização de parcelas da sociedade civil que reivindicavam os direitos de cidadania.
d) os vinte e um anos de regime militar introduziram o Brasil na modernidade e garantiram que os militares, aliados a um Congresso Nacional que funcionou com plena liberdade no cerceamento à livre expressão, evitassem a adesão do país ao comunismo.
e) entre os atos institucionais publicados durante a vigência do regime militar, o AI-5 foi o símbolo maior das medidas autoritárias necessárias à passagem ao regime democrático, alcançado imediatamente após a sua publicação.

08- "A expressão 'direitos humanos' é utilizada em direito internacional para indicar os direitos de todos os seres humanos. Geralmente, são divididos em 'direitos civis e políticos', que não devem ser restringidos pelos governos, e 'direitos econômicos, sociais e culturais', que os governos deveriam oferecer."

(IstoÉ/Guinness. p. 436.)
Em alguns momentos da história brasileira, os direitos humanos foram violentados. Um direito humano igualmente atingido pela ditadura de Vargas (1937-1945) e pela ditadura militar (1964-1985) foi a:
a) liberdade de culto.
b) garantia à educação.
c) posse da propriedade privada.
d) inserção no mercado de trabalho.
e) livre expressão através dos meios de comunicação.

09- Os versos a seguir pertencem à literatura de cordel.
I.

As primeiras providências
Foram por certo tomadas
Com a cassação dos mandatos
E as liberdades privadas
Dos políticos extremistas
Realmente comunistas...

II.

Graças às Forças Armadas!
Enquanto à realidade
Nosso povo não acorda
Só existe uma verdade
Com a qual ninguém discorda
Quanto mais fome aperta
Mais o Delfim engorda.

III.

[...] Pior os martirizados
Que estão desaparecidos
Covardemente abatidos
Por perversos homicidas
Que ceifaram suas vidas
Mas também estão perdidos.
In: CURRAN, Mark. História do Brasil em cordel. São Paulo: Edusp, 2001. p. 189, 206 e 210.
Os textos fazem referência a três eventos ligados ao regime militar no Brasil (1964-1985). São eles:
a) o golpe de 31 de março de 1964; o descontrole inflacionário da década de 1970; o processo de redemocratização.
b) a decretação do AI-5; as comemorações da vitória da seleção brasileira de futebol no campeonato mundial de 1970; a repressão e tortura dos militantes da luta armada.
c) o fechamento do Congresso Nacional; o milagre econômico; o processo de redemocratização.
d) a decretação do AI-5; o milagre econômico; a perseguição, a tortura e a execução dos adversários do regime.
e) o golpe de 31 de março de 1964; o fechamento do Congresso Nacional; a guerra entre os militares e os políticos de esquerda.

10- No woman, no cry
[...] Bem que eu me lembro a gente sentado ali na grama do aterro sob o sol
Observando hipócritas disfarçados, rondando ao redor
Amigos presos, amigos sumindo assim, prá nunca mais
Nas recordações, retratos do mal em si, melhor é, deixar prá trás
Não, não chores mais [...]
Bem que eu me lembro a gente sentado ali na grama do aterro sob o céu
Observando estrelas junto à fogueirinha de papel
Quentar o frio, requentar o pão e comer com você
Os pés, de manhã, pisar o chão, eu sei a garra de viver
Mas se Deus quiser
Tudo, tudo, tudo vai dar pé, tudo, tudo, tudo vai dar pé [...]
Não, não chores mais.

A versão que Gilberto Gil fez da música de Bob Marley é uma referência ao seguinte momento da história brasileira:
a) os primeiros anos da década de 1990, marcados pela atuação dos caras-pintadas no processo de impeachment de Fernando Collor de Mello.
b) os chamados anos de chumbo do governo militar, marcados pela violenta repressão do regime aos seus opositores.
c) os primeiros anos da década de 1960, marcados pelo embate entre a elite conservadora e os reformistas representados pelo presidente João Goulart.
d) o período do populismo, marcado por uma dupla ação do Estado em relação à cultura popular: ao mesmo tempo que defendia os artistas populares, o governo reprimia aqueles que criticavam suas ações.
e) o Estado Novo (1937-1945), marcado pela censura e pela perseguição aos artistas brasileiros

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