19 de novembro de 2009

Revisão História da Paraíba - 2009 ( UFPB-UFCG-UEPB-IFPB)

Cursinho Picuí/CCDES
A sua oportunidade de aprovação
Revisão: História da Paraíba ( UFCG-UFPB-UEPB)
Professor Robson Rubenilson
Acesse: http://vejahistoria1.blogspot.com
Quer confeiri o gabarito, deixe um pedido no comentário.


1. Sobre as sociedades ameríndias da Paraíba, existentes antes da chegada dos portugueses, pode-se afirmar:

I. O povo Potiguara se localizava ao norte do rio Paraíba, ao longo do rio Mamanguape e nas cercanias da Serra da Copaoba (Serra da Raiz).
II. Os Potiguara estavam estabelecidos no atual território paraibano há mais tempo do que os Tabajara, que chegaram pouco antes da conquista portuguesa, apesar de se ter consagrado a Paraíba como “terra dos tabajaras”.
III. O Toré é uma tradição cultural ainda hoje preservada pelos Potiguara, significando uma dança ritual de dimensão sagrada, em que são invocados os espíritos dos antepassados.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

a) apenas I d) apenas II e III
b) apenas II e) I, II e III
c) apenas I e II

2. Leia o trecho a seguir:

“(...) o avanço em que ia o progresso da Capitania, em 1601, ou um pouco mais tarde, leva a crer que o trabalho nativo era o motor desse progresso” (MEDEIROS, M. do Céu e SÁ, Ariane N. de M. O Trabalho na Paraíba: das origens à transição para o trabalho livre. João Pessoa: Universitária/UFPB, 1999, p. 31).

Baseado no exposto pode-se afirmar:

I. As aldeias, para os capitães-mores da Capitania Real da Paraíba, tinham a finalidade de preparar braços para a lavoura e soldados para a guerra.
II. A mão-de-obra indígena teve pouca participação na conquista e colonização da Paraíba, pois os nativos não se adaptaram às condições exigidas pelo colonizador.
III. O escambo, relação de trabalho que deu certo no extrativismo do pau-brasil, foi posto em prática na Paraíba, para integrar o índio ao processo produtivo.

A(s) afirmação(ões) correta(s) é(são):

a) apenas II e III d) I, II e III
b) apenas I e III e) apenas I e II
c) apenas III

3. No início da colonização, o litoral da Paraíba era habitado por dois povos pertencentes ao tronco tupi: potiguara e tabajara. Sobre esses povos, é correto afirmar:

I. Os potiguara e os tabajara, como os demais indígenas que habitavam o território brasileiro, viviam a transição do paleolítico para o neolítico, sendo capazes de confeccionar objetos de metal.
II. Os potiguara e os tabajara, embora procedessem de um tronco comum, falassem a mesma língua e tivessem traços culturais comuns, eram tradicionais inimigos, o que os enfraquecia no confronto com o colonizador europeu.
III. Os tabajara, ao contrário da maioria dos grupos indígenas brasileiros, habitavam em pequenas ocas de pau-a-pique, sendo cada uma delas destinada a uma única família.
A(s) afirmação(ões) verdadeira(s) é (são)

a) apenas I e II d) apenas II
b) apenas I e III e) apenas III
c) I, II e III

4. A resistência indígena, que tem como exemplo mais significativo a “Tragédia de Tracunhaém”, sintetizada pela historiografia nos confrontos de 1574 e 1575, levou a Coroa Portuguesa a determinar a criação da Capitania Real da Paraíba.
Sobre o processo de conquista da Paraíba, pode-se afirmar:
I. Os combates entre índios e portugueses foram violentos e permaneceram mesmo depois da Quinta Expedição de conquista em 1585.
II. Os índios potiguara resistiram à conquista portuguesa, no que foram estimulados pelos franceses.
III. Os índios tabajara, em 1585, selaram um acordo de paz com os portugueses, desarticulando a resistência indígena.
Está (ão) correta(s)
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas I e II
d) apenas I e III
e) todas

5. Após a conquista da Paraíba, em 1584, estabeleceu-se aqui um centro da plantation açucareira. Sobre esta atividade econômica, é INCORRETO afirmar:
a) As propriedades produtoras de açúcar eram geralmente pequenas e voltadas para o consumo interno da colônia, o que levou a Coroa a instituir incentivos à exportação.
b) A aversão dos homens indígenas ao trabalho agrícola (tradicional atividade feminina em suas sociedades) bem como os grandes lucros obtidos com o tráfico transatlântico possi¬bi¬li¬ta¬ram a chegada de milhões de africanos escravizados para trabalhar nos engenhos de açúcar.
c) O cultivo do açúcar exigia grandes extensões de terra e grande quantidade de escravos e pro¬fi¬s¬sio¬nais livres, tornando-se uma atividade extremamente cara, exigindo, assim, vultosos investimentos.
d) As atividades de beneficiamento do açúcar tornaram os engenhos, com suas moendas e ca¬sas de purgar, a atividade tecnologicamente mais desenvolvida do mundo, nos séculos XVI e XVII.
e) A sociedade açucareira organizava-se em torno da casa-grande, onde viviam os grandes senho¬res de engenho que tinham poder de vida e morte sobre seus familiares e escravos.

6. A crise do Pacto Colonial, nas primeiras décadas do século XIX, manifestou-se com grande vigor na atual região Nordeste do Brasil, então denominada de Norte. Na Capitania da Paraíba, que, após 1815, passou a Província do Reino Unido do Brasil, além do descontentamento com a Metrópole, o processo descolonizador teve como característica adicional e muito peculiar:

a) O descontentamento dos paraibanos com o fato da Paraíba ter sido desanexada da Capitania de Pernambuco em 1799.
b) A significativa participação popular de mulatos e escravos na luta contra a subordinação comercial da Paraíba a Pernambuco.
c) A permanência da situação de subordinação comercial da Paraíba em relação a Pernambuco, mesmo após a desanexação política.
d) A reivindicação formal do movimento descolonizador no sentido de reanexar, politicamente, a Paraíba a Pernambuco.
e) O confronto armado das elites paraibanas contra as elites pernambucanas, motivado pela subordinação comercial da Paraíba a Pernambuco.

7. “O anuncio informal da indicação de Antônio Mariz para o Governo até mereceu festanças nas residências de amigos de Sousa, Catolé do Rocha e João Pessoa, mas tudo acabou sendo desfeito, em seguida, quando, oficialmente, o Presidente [Geisel] havia optado pelo professor e secretário de Educação do Estado, Tarcísio de Miranda Burity. A indicação do jurista não se deu à toa, e sim, pela influência inquestionável [de] José Américo de Almeida, então dedicado à literatura e à influência nos destinos políticos da Paraíba.”
(SANTOS, Walter. “Antônio Mariz, o constituinte nota dez”. In: PONTES DA SILVA, Francisco (et. all). Poder e política na Paraíba. Uma análise das lideranças (1960-1990). p. 269-278)

A eleição para Governador da Paraíba, em 1978, de que trata o texto acima, deu-se mais uma vez de forma indireta, devido às mudanças introduzidas pelo chamado “Pacote de Abril”.
a) O que foi o “Pacote de Abril” ?



b) Que trajetória política tornou José Américo de Almeida um personagem importante da História da Paraíba pós- 30 ?


8. "A organização dos camponeses na Paraíba, com a morte de seus líderes, não foi destruída, ao contrário, serviu de estímulo para lutar e reivindicar seus direitos. As Ligas Camponesas representaram importante papel na redefinição da questão agrária brasileira e questionaram o papel dos latifundiários, trazendo a Reforma Agrária para o debate público" (SILVA, Maria Santana de Souza. “Os Camponeses se Rebelam e Lutam pela Reforma Agrária”. In: LIMA, Damião de. e outros: Estudando a História da Paraíba. Campina Grande: Cultura Nordestina, 1999, p. 108).

Tomando por base o tema abordado no texto,

a) defina as Ligas Camponesas, identificando seu papel histórico na Paraíba.



b) caracterize a atuação do MST no Brasil atual


9. Ao assumir o governo da Paraíba em outubro de 1928, o presidente João Pessoa empreendeu uma série de reformas, destacando-se a reforma tributária. Pela lei 673 de 17/11/1928, criou o novo imposto de incorporação ou imposto de “barreira”, que disciplinava a entrada e saída de produtos, impedindo o contrabando, através dos estados limítrofes da Paraíba. As reformas efetivadas por João Pessoa e a questão da introdução do rodízio na organização da chapa de seu partido, para as próximas eleições, motivaram a Revolta de Princesa, episódio significativo da crise do poder oligárquico paraibano.

(Adaptado de GURJÃO, Eliete de Queiroz. A Paraíba Republicana (1889-1945) In: SILVEIRA, Rosa M. G. et alii. Estrutura de Poder na Paraíba. João Pessoa: Ed. Universitária/UFPB, 1999. Coleção História Temática da Paraíba, v. 4)

Considerando o tema abordado no texto:

a) Relacione a Revolta de Princesa com a crise do poder oligárquico na Paraíba.


b) Cite uma outra reforma promovida pelo Governo João Pessoa, além das apontadas no texto

3 comentários:

  1. Olá, meu nome é Fagner Ferraz!!
    Sou Aluno do cursinho da UFPB e gostaria de obter o gabarito da Revisão História da Paraíba-2009!!
    Agradeço Antecipadamente!!!

    ResponderExcluir
  2. Olha ai Fagner o material que pediu, confira!

    Objetivas
    1-E, 2-B, 3-D, 4-E, 5-A, 6-C

    Subjetivas

    7a) Um conjunto de leis outorgado em 1977 pelo presidente Geisel que fechou temporareamente o Congresso Nacional

    7b) José Américo de Almeida tornou-se o principal lider politico da Paraíba após a revolução de 30: presidente do Estado PB, foi nomeado ministro de obras e viação do Gov. Vargas. Depois do governo Vargas foi perdendo espaço para Argemiro de figueiredo.

    8a)movimento de luta dos camponeses pela reforma agrária liderada pelo deputado Francisco Julião-PE( início)e que teve expressão na Paraíba com lider sindical João Pedro teixeira ( liga camponesa de Sapé) acabou sendo assassinado bem como a lider sindical(rural) de Alagoa Grande Margarida Maria Alves.

    8b) atualmente o MST que surgiu no Sul do Brasil no final da ditadura tem uma filosofia semelhante, que é a luta pela reforma agrária, mas faz uso de métodos muitas vezes criticados pela imprensa como a ocupação/invasão de propriedades.

    9a) a revolta de Princesa foi uma expressão da oposição( Zé Pereira) ao governo da Paraiba ( João Pessoa) que procurava controlar o poder dos coronéis no estado através da imposição da autoridade legal e reforma tributária. Assim o coronel Zé Pereira, que vivia a crise do algodão, declara Princesa independente. fato este diretamente ligado aos acontecimentos de 1930 na Paraiba.

    9b) a tentativa de desarmar os coronéis do interior( exemplo de zé Pereira que mantinha um "exército de jagunços")

    Ok Fagner, espero que tenha sucesso em sua avalição. abraços...

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